Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Commodore International

Em 1962, o imigrante polonês sobrevivente do holocausto Jack Tamiel fundou a Commodore Business Machine (CBM), que fabricava calculadoras. Mas em 1975 a Texas Instruments começou a vender calculadoras com um preço baixíssimo, levando a Commodore a comprar a MOS Technologies, fabricante de chips, como forma de baixar os seus custos. E foi o engenheiro da MOS que convenceu Jack que o futuro estava nos computadores pessoais, e não nas calculadoras.


A Commodore recebeu o novo nome de Commodore International e passou a fabricar computadores pessoais. O primeiro computador foi o Commodore PET. Este computador se tornou bastante popular nas escolas, e tinha um design muito futurista (ou retrofuturista, como chamaríamos hoje).


Em 1981, a Commodore lançou o VIC-20 por US$ 299. O computador vendeu extremamente bem, vendendo um milhão de unidades no seu lançamento, e 2,5 milhões em toda a sua vida. O computador era mais voltado para jogos do que para aplicações comerciais, o que se torna visível ao vermos que a tela mostrava apenas 22 caracteres por 23 linhas.


Em 1982 a Commodore lançou o computador que seria o mais vendido em toda história, o Commodore 64. O número 64 referia-se à quantidade de memória: 64 kB. Embora mais caro que o VIC-20, o computador custava menos que a metade do preço de um computador de outra marca com a mesma quantidade de memória.

Jack Tamiel começou então o que foi chamado as "guerras do computador pessoal". Ele cortou pela metade o preço de seus computadores, forçando os concorrentes a cortar seus preços também. Isto tirou vários concorrentes do mercado, como a Texas Instruments e a Atari, e acabou também por esvaziar os cofres da Commodore. A propaganda abaixo dá um gostinho desta guerra.



Em 1985, a Commodore decidiu inovar e criar o computador pessoal mais poderoso já criado; deste esforço surgiu o Amiga, o primeiro computador pessoal de 16 bits. Jack Tamiel, no entanto, que havia saído da Commodore, comprou uma divisão da Atari e criou o Atari ST. Os dois computadores foram ferrenhos concorrentes por toda a sua vida útil.


No final o crescimento do PC como computador, bem como o dinheiro gasto com as "guerras do computador pessoal" acabaram levando a Commodore e boa parte de seus concorrentes à falência.

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Livros e Revistas em PDF

Gostaria de ler as antigas revistas com artigos sobre MSX, Apple II e TK? Gostaria de aprender a programar para estas máquinas? Então visite o site http://www.datacassete.com.br/, lá tem uma porção de livros, manuais e revistas prá baixar em PDF. Muito legal!

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Sites: antes e agora

Aqui tem um artigo muito legal, com fotos, mostrando como os principais sites da internet eram há 5 ou há 12 anos atrás, e como são agora.

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Bola de Escrever

Antes de existirem os processadores de texto, existiam as máquinas de escrever. E as primeiras tinham formatos estranhos, como este modelo chamado Hansen Writing Ball (bola de escrever Hansen), de 1878. (observe o papel passando embaixo)


Um dos problemas com esta máquina é que ela não permitia que a escrita fosse vista no momento da digitação.

Este modelo teve bastante sucesso comercial, e foi usado até por Freidrich Nietzsche. Ela foi usada em escritórios em Londres até 1909.


Aqui está um exemplo de uma carta escrita com esta máquina, assinada pelo próprio inventor.


Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Preços dos Videogames

Um gráfico bem interessante dos preços dos videogames na data do lançamento, por ordem de data de lançamento, ajustado pela inflação.




Criado a partir deste gráfico.

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Jogos de ZX Spectrum

Gostaria de experimentar alguns jogos de ZX Spectrum sem ter que baixar um emulador e instalar?

Fácil, apenas visite o site http://www.zxspectrum.net/. Lá tem um emulador feito em java, e uma coleção de mais de 100 jogos para jogar online! Na dúvida de qual escolher, visite este site para um review dos melhores jogos.

Uma observação: quando o jogo lhe der opção, escolha o tipo de teclado Kempton. Isso fara com que você possa usar as setas, CTRL e ALT para controlar o jogo. Se não houver esta opção, geralmente as teclas a usar são O, P, Q e A.

Ah, e não se assuste com a dificuldade dos jogos. Antigamente, a coisa era diferente ;-)

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

MC-1000

Um dos computadores mais curiosos já criados foi o MC-1000. Este computador foi desenvolvido pela CCE, em 1985. Na época, o protecionismo brasileiro proibia a importação de computadores, então a maioria das empresas simplesmente "clonava" o hardware e o software de fora.


Este computador era um clone de um computador taiwanês chamado GEM-1000. Possuia 8 kB de RAM e um processador Z80 que rodava a 3,57 Mhz.

Uma das suas principais marcas eram os seus problemas. Havia uma série de bugs na ROM dele, o computador superaquecia facilmente e não havia botão para ligar ou desligar o micro: a única forma de desligá-lo era retirando-o da tomada.

Observe o botão de espaço na foto acima, no canto inferior direito. Também era fácil apertar acidentalmente no botão de reset (canto superior direito).

Juntamente com o lançamento, a CCE havia prometido o suporte a HD (pouco comum na época) que permitiria rodar o sistema operacional CP/M. O tempo passou, o micro saiu de linha e o HD nunca foi lançado...


Mas isso não significa que o computador não possa mais ser usado hoje. O site do Ricardo Bittencourt possui um emulador em java que permite rodá-lo a partir da própria página. E aqui tem uma página bem completa sobre o MC-1000.

Terça-feira, 1 de Abril de 2008

História dos consoles em foto

Aí está um link muito legal contendo fotos de (praticamente) todos os consoles de videogame, de 1972 até hoje.

Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Disquetes

Lembro do primeiro curso de computação que fiz, quando criança, onde a linguagem usada era o LOGO no MSX. Além dos materiais básicos (papel, caneta e afins), era necessário um disquete. Como um leigo que não havia visto um computador mais do que duas vezes na vida, logo pensei: "nossa, isso deve custar uma fortuna!" Logo descobri que um disquete não custava mais do que algumas poucas centenas de cruzados (equivalente a centavos na moeda de hoje).

Na verdade, o disquete nasceu da necessidade de um meio de armazenamento de dados barato. Em 1967, a IBM precisava mandar freqüentes atualizações de seus softwares para seus clientes, e David Noble foi incumbido da tarefa de criar um meio de armazenamento que custasse menos de 5 dólares. Noble criou um disco de 8 polegadas e 80 kB que era somente para leitura, mas logo descobriu que a sujeira estragava rapidamente o disco. Assim, criou a capa que encobre os disquetes, e que se tornaram sua marca característica.


O desenho abaixo está presente no documento em que a IBM patenteou sua invenção.


A capa flexível que encobria o disquete fazia com que este fosse carinhosamente chamado de "disco flexível" (floppy disk). Esta mesma capa levava usuários inexperientes a cometerem erros crassos, como dobrar ou grampear os discos.

Logo o disquete foi melhorando, sua capacidade e durabilidade aumentando. Também foi desenvolvido o disquete que podia gravar dados, além de lê-los. Ainda assim, a maioria dos computadores da época usava a fita cassete como meio de armazenamento, devido ao alto custo dos drives de disquete (que muitas vezes custavam mais que o próprio computador).

Em 1975, o tão-famoso disco de 5 1/4 polegadas foi criado, mas a fábrica que o construíu não viu futuro para ele e o projeto foi arquivado. Somente em 1978 estes disquetes começaram a ser distribuídos, e logo se tornaram muito populares, pois os drives necessários para lê-los eram muito mais baratos. O novo disco foi também aumentando de tamanho até chegar aos 1.2 Mb de espaço - muito, considerando que os HDs da época iam até no máximo 20 Mb.


Em 1982, a Sony criou o disquete de 3 1/2 polegadas, que funcionavam apenas nos seus computadores. Mas logo outros fabricantes começaram a usar o formato e ele se tornou dominante na indústria. Embora a capa que o recobria agora fosse dura, o disquete continuava sendo chamado de "disco flexível".


Hoje, o disquete está rapidamente se tornando obsoleto. Meios digitais mais confiáveis, rápidos e com mais capacidade como o CD e o pen drive estão fazendo com que menos e menos computadores venham com o drive de disquete. Mas o disquete deixou sua marca, e isto pode ser facilmente visto nos menus dos programas, onde o disquete ainda é usado como símbolo para "gravar".

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Game Gear vs. Game Boy

Em 1989, a Nintendo introduziu o primeiro videogame portátil a fazer sucesso, o Game Boy. Os jogos eram em preto-e-branco e era incluído o jogo Tetris.

Em 1990, a SEGA lançou o Game Gear. O Game Gear era colorido e incluía o jogo Sonic.

A SEGA iniciou uma campanha bastante agressiva, com o objetivo de impulsionar o novo videogame portátil. Uma das propagandas mais agressivas aparece no vídeo abaixo, onde um cachorro (que enxerga em preto-e-branco) não consegue diferenciar entre o Game Boy e o Game Gear, e o narrador diz: "se você não pudesse enxergar cores e tivesse um Q.I. de menos de doze, você não se importaria com qual portátil você tem. Mas é claro, você também não se importaria se bebesse água da privada." :-)



Embora as propagandas da SEGA fossem criativas, muitas pessoas (especialmente os donos de Game Boys) consideravam-nas agressivas demais, e isso acabou trazendo ressentimento por parte dos usuários de produtos Nintendo, levando muitos a crer que a campanha publicitária da SEGA foi um tiro na culatra.

Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Aventuras no Linux - 3

Após instalar o Linux e configurar o ambiente gráfico, o desafio passou a ser então conectar na internet. Obviamente, naquele tempo a única forma de se conectar na internet era por linha discada.

Como na revista que eu havia comprado não havia nada sobre conexão na internet, tive que procurar na própria internet. Pelo Windows, obviamente (àquela altura, já havia aprendido como particionar o HD e já havia reinstalado o Windows). Minha primeira tentativa foi ligar para o provedor, que é óbvio, não dava suporte para Linux. Mas o ano era 1998 (eu acho), quem dava suporte para Linux?

Assinei a Linux-BR e descobri que, na época, o melhor recurso que existia em português para Linux era o The Linux Manual versão 1.0 (ironicamente, o melhor recurso para Linux em português tinha o nome em inglês).

Aí começaram as tentativas. A primeira coisa que tive que fazer foi me livrar do meu Winmodem e arranjar um US Robotics.

Feito isso, descobri que embora desse prá fazer a conexão automática (através de um script), meu cacife não dava para isso, então comecei a fazer tudo manual.

Primeiro, tinha que "conversar" com o modem, usando comandos do tipo "AT0" (para ativar o modem) e "ATDT987654321" (para discar para o provedor). É incrível que eu ainda lembre disso. Depois, tinha que "conversar" com o computador do provedor, passando meu usuário e a senha.

A alegria que tive quando finalmente consegui navegar (no velho e bom Netscape 3.0) é indiscritível! Podia jurar que a conexão era muito mais rápida que no Windows, embora hoje eu já não tenha tanta certeza...

Dez anos se passaram. Aprendi muito de Linux, a criar scripts, programar em muitas linguagens e usando muitas bibliotecas. Fiz alguns projetos de software livre (como esse, esse, esse e esse). Mas nunca esquecerei meu começo humilde no Linux, olhando para aquele prompt sem nem saber dar um comando sequer :-)

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Aventuras no Linux - 2

Qual foi a minha surpresa ao rodar o comando startx e ver aquele maravilhoso ambiente gráfico de 16 cores se abrir perante mim! Me senti como um viajante que passou horas e horas no deserto da linha de comando e finalmente pode beber um gole de água fresca do ambiente gráfico :-)

Embora eu não soubesse na época, o gerenciador de janelas que havia sido aberto era o Window Maker. Achei estranho, diferente e legal essa forma do Window Maker lidar com os ícones, e os docks que eu podia acoplar ao lado da tela.

Meu desafio passou a ser conseguir mais de 16 cores no ambiente gráfico. Na instalação do Conectiva Guarani, ele havia me perguntado o chipset da minha placa de vídeo. Como eu não sabia (e também não sabia de onde tirar essa informação) selecionei qualquer um.

O problema é que eu não sabia que havia um comando que eu podia usar para mudar o chipset (e quanto mais editar o /etc/XF86Config!) então passei a reinstalar e reinstalar o Linux, cada vez escolhendo um chipset diferente.

Passei vários dias nesta agonia (devo ter reinstalado o Guarani umas 30 vezes), até que finalmente consegui, e foi uma explosão de cores no meu monitor! Não que eu já não tivesse todas essas cores com o Windows, mas dessa vez eu havia conseguido, e o gosto foi completamente diferente.

Logo descobri um novo comando, o startkde, que iniciava o KDE na sua versão 1.0. Não tenho nem palavras para descrever o que senti ao ver todo aquele menu cheio de programas novos para usar (eu ainda não sabia iniciar programas da linha de comando).

Após explorar tudo que aquela distribuição Guarani tinha, o novo desafio passou a ser conectar na internet...

Continua...

Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Aventuras no Linux - 1

Ainda lembro da primeira vez que ouvi falar no Linux. Foi um professor meu que falou a respeito. "É tipo o Windows, e é de graça!", ele disse. "De graça?" Foi difícil acreditar a princípio, mas logo comprei uma revista que continha o Conectiva Guarani 3.0 e fui prá casa instalar no meu 486.

Conectiva Guarani

Instalar o Guarani foi uma aventura à parte. Na época não existiam os instaladores gráficos como hoje, era tudo texto. A revista tinha algumas dicas, mas nada de muito concreto.

É claro que não é preciso dizer que detonei minha partição do Windows logo de cara. Mas tudo bem. Após algumas tentativas, consegui finalmente chegar ao fim da instalação, cheio de excitação para finalmente usar o tão falado Linux.

Após o reinício da máquina, coloquei usuário e senha e apareceu o prompt:

[andre@andre andre]$

Acho que fiquei uns 10 minutos parado, olhando para o prompt. Nunca tinha me ocorrido que eu simplesmente não sabia nem um comando no Linux.

Resolvi finalmente ler o artigo da revista, e descobri que tinha um comando chamado startx que abria o ambiente gráfico. O digitei e qual foi a minha surpresa...

Continua...

Sábado, 22 de Março de 2008

One Chip MSX [Semana MSX]

O One Chip MSX é um projeto bem interessante, onde uma empresa japonesa desenvolveu uma versão do MSX que roda em apenas um chip FPGA.



O One Chip MSX é um MSX1 e MSX2 completo, com entradas para cartucho e cartão SD, que pode ser usado para copiar os programas de MSX do PC e vice-versa.

O One Chip MSX é produzido pela D4 Enterprise e vendido fora do Japão pela Bazix.

Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Estendendo os limites [Semana MSX]

Após o fim do MSX, muitas pessoas consideraram que fato do MSX parar de ser fabricado não significava necessariamente o fim do MSX.

Motivados por seu amor pela plataforma, bem como por um senso de desafio, alguns programadores resolveram estender os limites conhecidos do MSX, estudando a arquitetura a fundo e escrevendo softwares que realizavam tarefas antes inimagináveis neste computador.

Um destes projetos é o Uzix. O Uzix é um sistema operacional Unix desenvolvido para MSX pelo brasileiro Adriano da Cunha. Este sistema operacional é um clone do Unix (assim como o Linux) e implementa quase todas as funcionalidades da 7ª versão, inclusive acesso à internet.

Uzix rodando PINE via telnet.

Até um navegador foi desenvolvido para o Uzix!

Outro sistema interessante é o SymbOS, que é um sistema operacional gráfico (estilo Windows) que roda tanto no MSX quando no Amstrad CPC.

Abaixo, um vídeo para mostrar do que ele é capaz.

Vale lembrar que estes dois programas são apenas para o MSX2!

Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Jogos MSX [Semana MSX]

Embora houvessem muitos softwares bons disponíveis para o MSX, o forte da plataforma mesmo eram os jogos. Isto acontecia devido ao fato do MSX ser fortemente voltado para multimídia (ao contrário do IBM-PC) e os jogos iam de excelentes (especialmente os japoneses) a péssimos (especialmente os espanhóis).

Muitos dos jogos eram conversões diretas dos jogos do ZX Spectrum. Como o ZX Spectrum era uma máquina muito mais limitada que o MSX, muitos jogos do MSX ficavam muito aquém do poder do MSX. Mas os melhores jogos eram feitos tendo o MSX em mente, e não ficavam devendo nada para os jogos de videogame da época.

E conhecer as limitações do MSX é admirar ainda mais os jogos, e perceber os macetes que os programadores usavam para driblar algumas dessas limitações, como o vazamento de cor.

São tantos jogos bons que é até difícil selecionar uma lista dos melhores, então vamos colocar aqui alguns jogos bons e outro dia faremos outro artigo com mais jogos. Todos jogos aqui apresentados podem ser baixados neste site.

The Castle

O The Castle, da ASCII (mesma empresa que criou o padrão MSX) era uma obra prima. A antiga história havia acontecido mais uma vez (princesa seqüestrada e escondida dentro do castelo) e o objetivo era vagar pelo castelo em busca da princesa.

O jogador logo descobria que o que pode parecer chato ou tedioso acabava se tornando em algo extremamente criativo e desafiador. O jogo não requeria só habilidade, mas também inteligência, uma vez que para conseguir passar por uma sala muitas vezes era necessário empurrar blocos e barris no lugar exato na hora certa.

O jogo era extremamente difícil e desafiador, e depois a ASCII fez uma continuação duas vezes mais difícil.

Inspectour Z

Jogo muito divertido da HAL Laboratory Inc., onde o objetivo era desarmar as bombas. Era meu preferido no tempo de guri :)

Eggerland Mystery

Jogo muito desafiador em que você é uma bola azul que tem como objetivo salvar sua namorada (a bola rosa) que está presa em todas as fases. Dizem que tem um bug lá pela fase 70, mas nunca consegui chegar lá para comprovar :-)

Payload

Jogo muito criativo da Sony, onde você era um caminhoneiro que precisava levar cargas de uma cidade para outra no japão. Além de ir pelas auto-estradas, tinha que manobrar dentro das cidades. Qualquer acidente era descontado da folha de pagamento, e beber cerveja e dirigir deixava seu caminhão meio descontrolado...

King's Valley

Considerado por muitos o melhor jogo da Konami (e talvez de todo o MSX), o objetivo era buscar os tesouros do Egito dentro das pirâmides, desviando dos múmias que assombravam o local. Cada fase tinha uma faca para você se defender das múmias, mas não dava prá pular segurando a faca.


The Goonies

Outro jogo que disputava o troféu de melhor para o MSX era o The Goonies. Embora a história fosse meio diferente do filme, os Frattelli estavam lá incomodando, e a trilha sonora certamente traz saudades das sessões da tarde dos anos 80!

Zanac

Eu nunca fui fã de jogos de nave (shoot'em ups) mas o Zanac era uma exceção. Começava pela trilha sonora empolgante (a melhor do MSX, talvez só superada pelo Zanac II). O jogo era bastante divertido (e difícil) e tinha uma inteligência artificial bastante avançada para a época: o inimigo organizava suas defesas a partir das ações do jogador.

Como lembrança do MSX ficam ainda os POKES. Eram pequenos comandos que se davam antes de jogar alguns jogos para conseguir coisas do tipo vidas infinitas, imortalidade, etc. Me lembro que eu tinha até um "caderno de pokes", onde eu anotava os pokes de cada jogo e trocava informações com os amigos :-)

Softwares para MSX [Semana MSX]

No artigo de hoje vamos apresentar alguns softwares interessantes para MSX. Uma grande quantidade de software foi desenvolvida para este sistema, e os programas aqui apresentados não seguem qualquer ordem ou motivação lógica :) Apenas estão aqui para dar um "gostinho" do que os usuários podiam fazer com o MSX na época.

O foco que vamos dar aqui é para o MSX 1.

Antes de começar, seria interessante dizer que os programas aqui demonstrados podem ser utilizados por você em seu PC. Para isto, baixe um emulador de MSX. O melhor de todos é o BlueMSX (para windows). Para testar estes programas, selecione o tipo de computador: MSX1 - Brazilian.

Para linux tem o OpenMSX. Esse é um pouco mais complicado de configurar, aqui tem um manual bem completo. O tipo de MSX a escolher é o Expert Gradiente DDPlus.

Alguns arquivos estão no formato ROM. Estes arquivos são cópias de cartuchos e devem ser carregados como tal. Outros são diretórios e devem ser carregados com a opção Disco -> Inserir diretório.

Todos os programas apresentados neste artigo podem ser baixados no site MSXPró.

Graphos III

O primeiro software do dia é, é claro, o Graphos III. Criado pelo Renato Degiovani, e extremamente popular nos anos 80, ele permitia criar gráficos no MSX.

Para carregar o programa digite no BASIC: load"graphos.bas",r

Word Plus

Este é o Word Plus, um editor de texto muito legal. O autor usou bastante a criatividade para permitir que o usuário tivesse um papel de 64 colunas (o MSX, por padrão, permite apenas 40 colunas).

Para carregar o programa, digite no MSX-DOS: wordplus

Toque!

Um programa bem legal da Gradiente que vinha junto com o Expert, e que permitia ao usuário usar o teclado do MSX como um instrumento musical.

Hot-LOGO

Uma versão fantástica do LOGO para MSX, completamente em português, cheia de comandos e possibilidades. Depois do assembly, a melhor opção para explorar o máximo do MSX. Esta linguagem me traz muitas saudades, pois foi nela que aprendi a programar...

Turbo Pascal

E prá provar que o MSX não ficava devendo nada para o PC, uma versão do Turbo Pascal da Borland para MSX!

Terça-feira, 18 de Março de 2008

Por dentro do MSX [Semana MSX]

O MSX era composto por "peças prontas" - isto é, nenhum componente foi desenvolvido especificamente para o MSX, todos os componentes já estavam disponíveis no dia em que o MSX surgiu. A CPU usada era o Z80 (fabricado pela Zilog), a placa de vídeo era a TMS9918 (fabricada pela Textas Instruments) e a placa de som era uma AY-3-8910 (fabricada pela General Instrument). Isto ajudava a baratear o console. Muitos outros consoles seguiram este padrão naquele tempo.

Zilog Z80

O Zilog Z80, sendo a CPU, era o coração do MSX. Este processador rodava a 3.58 MHz, embora esta velocidade tenha crescido nas versões posteriores.

Era um processador extremamente popular na época, sendo usado para vários computadores, e continua sendo usado hoje em dia em impressoras, celulares, calculadoras, MP3 players e instrumentos musicais.

Memória

O MSX1 tinha 48 kB de memória ROM (divididos entre a BIOS, o BASIC e a interface de disco) e 64 kB de memória RAM, embora tenham sido fabricados MSX de até 512 kB de RAM. O brasileiro Ademir Carchano criou a MegaRAM, que permitia expandir a memória em até 256 kB.

Som

A interface de som do MSX foi revolucionária para época. Ao contrário do PC Speaker presente no IBM (carinhosamente chamado de "beeper" :-) o MSX possui três sinais de som simultâneos, e podia tocar uma variedade de sons diferentes. Um pouco desse poder pode ser visto no programa Toque!, que será apresentado no artigo de amanhã.

As versões posteriores do MSX foram muito usadas para edição de áudio e MIDI.

Imagem

O chip TMS9918 permitia exibir até 15 cores. Existiam 4 modos de imagem.

O primeiro modo (screen 0) era o modo padrão de texto, e tinha 40 colunas e 24 linhas. Os caracteres tinham 6x8 pixels.

O segundo modo texto (screen 1) tinha 32x24 caracteres. Cabia menos texto, mas era possível ter cores diferentes para o fundo, por caracter.

O modo gráfico (screen 2) era usado especialmente para jogos. Ele tinha 256x192 e sofria do problema de vazamento de cor que assombrava os micros da época. No entanto, o problema era apenas horizontal (a cada 8 pixeis), e não vertical. Além disso, o uso de até 32 sprites minimizava o problema.

Havia ainda um terceiro modo gráfico (screen 3), de 64x48 "pixeis". Era horroroso e praticamente nunca usado.

Para muitas informações sobre a placa gráfica do MSX, visite a página sobre ela na wikipedia.

Segunda-feira, 17 de Março de 2008

História do MSX [Semana MSX]

No início dos anos 80, o computador pessoal IBM-PC se tornava mais e mais popular. Embora este computador não fosse difícil de utilizar, ele não era o que podia se chamar "amigável": geralmente era conectado a um monitor verde de fósforo, possuia apenas um canal de som (o som produzido por ele podia ser bastante irritante) e o próprio formato e cor do IBM-PC diziam apenas uma coisa: "este é um computador para ser usado no trabalho!"

Assim, a Microsoft e a ASCII, do Japão, se uniram em 1983 para criar um novo padrão que fosse mais amigável ao usuário, mais "multimídia". Este padrão permitia que, qualquer que fosse o fabricante, um programa que rodasse em um computador rodaria em todos. Este padrão foi chamado MSX.

Criadores do padrão MSX
(Bill Gates é o 3° da esquerda para a direita)

Computadores MSX foram criados por gigantes da indústria, como Sony, Yamaha, Panasonic, Toshiba, Daewoo, e Philips. Este novo padrão criou uma onda de pânico nos Estados Unidos e Inglaterra. No entanto, as empresas japonesas preferiram não entrar nestes mercados já saturados, e investiram em mercados diferentes, como Europa, Oriente Médio, Extremo Oriente, União Soviética e Brasil.

O MSX no Brasil

No Brasil, o MSX conheceu dois representantes: o Expert (produzido pela Gradiente) e o Hotbit (produzido pela Sharp).

Expert (Gradiente)

Hotbit (Sharp)

O Hotbit seguia fielmente os padrões MSX, enquanto o Expert se desviava um pouco, pois a intenção da Gradiente era usar o MSX para produzir um padrão próprio seu. A tática acabou dando resultado, já que muitos softwares escritos para o Expert acabavam não rodando no Hotbit, e o Hotbit acabava levando a culpa por ser incompatível.

Embora no Brasil houvessem clones de outros sistemas, como o Apple II e o ZX Spectrum, a Gradiente e a Sharp investiram pesado em marketing e acabaram por dominar o mercado da computação daquele tempo.

O MSX era extremamente popular no ensino, e o primeiro computador que eu usei foi um MSX. Também foi o computador na qual aprendi a programar. Ainda lembro com saudade dos laboratórios de informática, com dezenas de MSX ligados a televisores em bancadas...

MSX2 e além

Com o passar dos anos, novas versões do MSX foram surgindo. O MSX2 surgiu em 1986, o MSX2+ em 1988, e o MSXturboR em 1990. Cada versão com mais velocidade, mais memória e recursos mais poderosos. Infelizmente, o Brasil ficou estagnado na primeira versão (exceto por alguns técnicos que faziam a conversão "artesanal" para o MSX2).

MSXturboR da Panasonic

Em 1995, com o mercado já saturado pelos PCs, a produção do MSX foi encerrada.

Sábado, 15 de Março de 2008

O substituto de Steve Jobs

Steve Jobs (fundador da Apple) é sempre muito criativo na hora de se apresentar em algum congresso. Em 1999, na Macworld Expo, um grande painel indicava a entrada de Steve Jobs, mas quem entrou em seu lugar foi Noah Wyle, que fez o papel de Steve Jobs em Os Piratas do Vale do Silício. Vale a pena conferir o vídeo.


Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Animação 3D - onde tudo começou

Nos micros dos anos 80, a grande maioria dos jogos e animações era em 2D. Isto até Eric Graham criar um demo em 1986 chamado Juggler, para o Amiga, em que um malabarista equilibrava três bolas prateadas.


A maioria das pessoas que viam a animação pela primeira vez ficavam olhando vários minutos admiradas, tentando compreender como a animação funcionava.

Segundo Eric, "a reação entre a comunidade Amiga me encorajou a enviar para a Commodore [fabricante do Amiga]. Seu departamento legal pensou que era uma piada, e que eu havia feito a geração das imagens em um mainframe, então enviei para a Commodore o pequeno programa para que eles pudessem rodar eles mesmos e gerar o grande arquivo do Juggler."

Fica a lição: nunca diga que algo é impossível de ser feito num computador.

Alguns links:

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Semanas Especiais

Existem certas plataformas das quais é simplesmente impossível dizer tudo em um artigo. E existem algumas que tocaram nossos corações de tal forma que seria injusto dedicar um mero artigo a elas.

Assim, a partir da semana que vem, estaremos inaugurando a primeira Semana Especial, um evento que vai acontecer de tempos em tempos aqui neste blog, onde passaremos uma semana explorando a fundo tudo que aquela plataforma (ou software) tem a nos oferecer.

E a primeira Semana Especial será (como não poderia deixar de ser) sobre o MSX! Então, fique ligado, a partir da segunda-feira que vem vamos explorar o que foi o MSX, como ele funcionava e que tipos de programa se fazia para ele.

E aproveito para dar uma palavra de agradecimento a todos que nos visitam! Continuem visitando e comentando, sua presença é muito importante para nós!

Quarta-feira, 12 de Março de 2008

O nascimento do DOS

Uma tela completamente preta, exceto pela letra C seguida por alguns símbolos estranhos no canto superior esquerdo, e um pequeno cursor piscante - quem olharia para isto e imaginaria que este sistema operacional tão simples mudaria a história da computação?

Tudo começou em 1980, quando a IBM criou o computador pessoal que viria a dominar o mercado dos computadores (e ainda domina): o IBM-PC. A empresa desenvolveu um belo hardware, baseado no processador 8086, mas não dispunha de um sistema operacional que rodassse no computador. Eles queriam algo semelhante ao CP/M, que era o "padrão" dos sistemas operacionais da época.

Por engano, a IBM acabou se aproximando de um jovem chamado Bill Gates, dono de uma pequena empresa chamada Microsoft. O que aconteceu é quem como a Microsoft havia desenvolvido o código que permitia que o CP/M fosse rodado no Apple II, a IBM pensou erradamente que Bill Gates era o autor do CP/M.

Bill Gates, como todos nós sabemos, não é bobo, e não desperdiçou a oportunidade. Falou que tinha um sistema operacional que podia ser adaptado para o IBM-PC, embora não tivesse nada disso.

Saindo da reunião, Bill Gates entrou em contato com uma outra pequena empresa de software chamada Seattle Computer Products, onde um programador chamado Tim Paterson havia escrito um sistema operacional para o 8086 chamado QDOS. Mantendo a reunião com a IBM um segredo, ele ofereceu US$ 50,000 pelo QDOS, e o trato foi fechado.

Bill Gates conseguiu convencer a IBM a ter os direitos sobre o software. Para a IBM, é claro, isto não importava. Quem se importava com software naquele tempo? O que importava era o hardware!

Ironia do destino: Tim Paterson, o autor original do DOS, foi trabalhar na Microsoft em 1981.

Bill Gates ganhou rios de dinheiro com esta jogada, e tudo isto pavimentou o caminho para o surgimento do Windows, anos depois. Mas isto já é assunto para outro post...

Terça-feira, 11 de Março de 2008

Propagandas dos anos 80

Taí um post muito legal cheio de propagandas de revista vendendo computadores dos anos 80.




Vazamento de Cor

Nos anos 80, memória RAM era muito cara e os desenvolvedores de computadores pessoais faziam todo o possível para economizar a memória. Isso incluía a memória de vídeo, e esta "economia" toda levava a resultados interessantes.

Tome o MSX como exemplo. O MSX, na sua resolução mais alta, exibia 256x192 pixeis, em 16 cores. Como um byte pode armazenar duas cores (16 + 16 cores), isso nos dá um total de 256x192x2 = 98304 bytes, ou 384 kB. Isso é uma quantidade absurda, se comparado aos 64 kB de RAM que o MSX possuía de memória RAM!

A solução que os desenvolvedores encontraram foi de colocar apenas uma cor para cada 8 pixeis. Na verdade, duas cores: uma de fundo (PAPER) e uma de frente (INK). Isto significava que a cada 8 pixeis horizontais, o MSX tinha direito a exibir apenas duas cores. Isto levava a resultados interessantes, como visto na imagem abaixo.

No ZX Spectrum, o problema era ainda maior, pois a limitação era para 8 pixeis horizontais e verticais.

Os programadores buscavam modos criativos de corrigir este problema. Alguns simplesmente o ignoravam (observe as personagens).


Outros faziam o jogo em apenas duas cores, evitando totalmente o problema.


Alguns jogos, como esta versão de Altered Beast, tentavam usar uma mistura de gráficos em preto e branco com fundo colorido. O resultado não era melhor do que um desenho de uma criança de 3 anos que não consegue colorir dentro das bordas (clique para ampliar).

Mas alguns programadores criavam o seu jogo com maestria, como Don Priestley, que cuidadosamente desenhava os gráficos de modo a evitar o conflito. Infelizmente, isto fazia com que o jogo se tornasse menos portável.

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Monitor Verde de Fósforo

Os primeiros computadores pessoais geralmente utilizavam uma saída de TV. Isso diminuía o custo para o comprador, que podia utilizar a sua TV de casa como um monitor colorido.

Infelizmente, as TVs resultavam em baixa resolução e davam uma aparência pouco profissional. Para os computadores pessoais profissionais, geralmente o monitor verde de fósforo era o escolhido, como o deste IBM-PC.

Apesar de apenas poder exibir uma cor, o monitor de fósforo verde tinha algumas vantagens sobre os monitores atuais: ele não causava reflexo e era muito menos cansativo de olhar por várias horas. Sem falar no charme da famosa tela verde :)

Haviam ainda outras cores, como laranja e cinza. Mas a maioria era verde. Me lembro de ter perguntado para um professor na época de escola o porquê disso, e ele ter respondido que o verde "acalmava as pessoas".

O monitor funcionava através de uma corrente elétrica que excitava o fósforo presente no monitor, fazendo-o brilhar. Como o fósforo levava alguns décimos de segundo para se apagar totalmente, uma das características do monitor verde que os usuários vão lembrar é que o quando o cursor piscava, ele ia apagando "lentamente", ao invés de simplesmente desaparecer em um instante.

No caso dos jogos, onde são exigidos gráficos melhores, o monitor geralmente usava tons diferentes de verde para representar as cores.

Sábado, 8 de Março de 2008

A primeira programadora (Feliz Dia Internacional da Mulher!)

Muitos, ao ler este título, vão pensar que a primeira programadora surgiu depois de muitos e muitos homens programadores. Não podia estar mais longe da verdade: o primeiro programador foi, de fato, uma mulher!



Seu nome era Ada Lovelace e ela nasceu em 1815, em Londres. Naquele tempo, um sujeito chamado Charles Babbage estava envolvido em um projeto completamente revolucionário: o primeiro computador da história!

Ele desenvolveu seu primeiro projeto (a "Máquina diferencial") em 1822. Era um computador que funcionava de forma mecânica, seguindo um fluxo pré-programado. Algumas destas máquinas chegaram a ser fabricadas e vendidas.

Em 1989, o Museu de Ciência de Londres construiu um destes computadores baseada nos escritos originais de Babbage, e ele ainda está em operação.

Réplica construída pelo Museu de Ciência de Londres.

A máquina diferencial, no entanto, era específica demais para ser útil. Babbage decidiu então criar uma máquina mais genérica, que pudesse ser reprogramada. Ele projetou esta máquina e chamou-a de "máquina analítica". Devido à sua engenharia, avançada demais para a época e contendo peças muito detalhadas, esta máquina nunca foi construída.

Ada tinha grande interesse na máquina do sr. Babbage, e trocava cartas com ele a respeito da máquina analítica. Ela foi a primeira pessoa a compreender a idéia de Babbage, e criou um programa para a máquina.

Se a máquina tivesse sido construída, seu programa teria sido capaz de calcular os números de Bernoulli. Seu programa hoje é considerado o primeiro programa de computador.

Babagge ficou tão impressionado com a habilidade da moça e a chamava de "encantadora de números".

Tanto Ada como Babbage cairam no esquecimento até a invenção do primeiro computador moderno, nos anos 40. Em 1980, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou uma linguagem e chamou-a Ada, em homenagem à programadora.

Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Prince of Persia

Existem poucos jogos tão celebrados quanto o Prince of Persia. E passa a ser mais celebrado ainda quando o comparamos com os jogos que mais faziam sucesso na época. O salto de qualidade é incrível.

O jogo foi criado por Jordan Mechner em 1989 utilizando a técnica de "rotoscópio": ele filmou seu irmão David fazendo movimentos e dando saltos com uma roupa branca, e passou horas estudando os filmes e construindo as figuras do jogo. A foto abaixo é uma imagem que ele tirou de seu irmão.

O jogo também foi inovativo no fato de os combates se darem com espadas, ao contrário de tiros, que era o mais comum na época. Um jogo que aparentemente poderia ser tedioso (13 níveis andando por catacumbas) se tornou emocionante devido ao grande número de surpresas e enigmas encontrados pelo caminho.

A primeira versão do Prince of Persia foi lançada para o Apple II.

A versão que provavelmente ficou mais famosa foi a versão para o DOS.

Mas graficamente, a melhor de todas foi a do Super NES. Além de ter gráficos impressionantes, os desenvolvedores adicionaram 7 níveis ao jogo, elevando a um total de 20!

A versão do ZX Spectrum demonstrava sua limitada paleta de cores.

E saiu até uma versão para Game Boy!

Se estiver interessado em baixar uma versão para recordar os velhos tempos, busque no site Abandonia.

E fica uma curiosidade: por que nunca saiu uma versão para MSX?

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

VisiOn

Em 1981, a VisiCorp crescia cada vez mais, devido à primeira planilha eletrônica já criada, a VisiCalc. Os diretores sentaram, então, para decidir o futuro da empresa, e Ed Esber introduziu o conceito de "família de programas", onde vários programas de produtividade integravam-se um com o outro (muito parecido com o Office hoje).

O grande problema é que isto aconteceu no tempo do DOS, quando o sistema operacional rodava apenas um programa de cada vez. Os executivos se deram conta que isto seria um problema para uma "família de programas", já que o usuário não poderia ir facilmente de um programa para outro. Ele teria que salvar as informações, sair do programa, entrar no outro programa e carregar as informações.

Alguém sugeriu um sistema que possibilitasse multitarefa, e assim surgiu o VisiOn. Embora o conceito de interfaces gráficas já existisse, nunca um sistema assim havia sido escrito para um computador popular. Assim, a VisiCorp passou a desenvolver o VisiOn para o IBM-PC.

O VisiOn podia rodar vários aplicativos ao mesmo tempo. Quando Bill Gates viu em uma feira o que este sistema podia fazer, ele correu para a Microsoft e começou a trabalhar com sua equipe naquilo que se tornaria o Windows.

O VisiOn possuia um processador de texto capaz de usar formatações, como negrito, itálico e sublinhado.

E a grande pérola do VisiOn era, é claro, o VisiCalc, a primeira e mais famosa planilha eletrônica daquele tempo...

... que no novo sistema, era capaz de gráficos mais avançados.

Infelizmente, o sistema não foi o sucesso que merecia, e seu fim foi causado exatamente por ser tão avançado. O sistema exigia uma máquina extremamente potente para a época, além de um disco rígido (uma raridade naquele tempo) e um mouse, que também era pouco comum.

Mas o VisiOn entrou para a história exatamente por ter inspirado sistemas como o Windows e o MacOS, e cada usuário usando um ambiente gráfico deve um pouquinho ao VisiOn.

Mais imagens e informações sobre o VisiOn, bem como imagens de disco para rodar no seu próprio computador, podem ser conseguidas neste site.

Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Novo link para Índice Geral

Apenas um aviso de utilidade pública: criei um link (no lado direito, em cima) para o índice geral. Através do índice é possível achar facilmente qualquer artigo no blog.

E uma palavra de agradecimento: obrigado por visitarem este blog! Continuem visitando e comentando. Ah, e recomendem aos amigos! :-)

All your base are belong to us


Qualquer um que jogou jogos japoneses de videogame nos anos 80 certamente vai lembrar do chamado "engrish" - o inglês incorreto usado pelos japoneses.

Este inglês "quebrado" atingiu seu auge no jogo Zero Wing, na forma de um curto porém hilário diálogo entre CATS (o vilão) e o Capitão. A frase mais famosa deste diálogo é "All your base are belong to us", onde os japoneses tentaram traduzir a frase "nós tomamos todas as suas bases" mas o que saiu foi algo do tipo "Toda a sua base estão pertencendo a nós."

Este é o texto original (em japonês) que a Toaplan (empresa que fabricou o jogo) escreveu:

2101 D.C.
Uma guerra começou.
Capitão: Me diga que diabos aconteceu!
Engenheiro: Parece que alguém instalou explosivos sem que percebêssemos!
Operador: Capitão! Recebemos um sinal!
Capitão: O quê!?
Operador: Visual sendo mostrado na tela principal.
Capitão: Você!?
CATS: Vocês parecem preocupados, cavalheiros?
CATS: Com a ajuda das forças da Federação Governamental nós, o CATS, tomamos todas as suas bases.
CATS: Logo, sua nave vai encontrar seu fim também.
Capitão: N-não pode ser...!
CATS: Obrigado por sua cooperação.
CATS: Aproveite estes poucos momentos restantes de suas vidas.
CATS: Ha ha ha ha ha...
Capitão: Ordeno o lançamento de todas unidades ZIG!!
Capitão: Elas são tudo que sobrou-
Capitão: -para garantir a esperança de nosso futuro...
Capitão: Estamos contando com vocês, ZIG!!
Até que a história não é de todo ruim. Infelizmente, o que saiu da tradução foi algo mais ou menos assim...
Em 2101 D.C., guerra estava começando.
Capitão: O que acontece ?
Mecânico: Alguém nos colocou a bomba.
Operador: Temos sinal.
Capitão: O que !
Operador: Tela principal liga.
Capitão: É você !!
CATS: Como estão cavalheiros !!
CATS: Toda sua base estão pertencendo a nós.
CATS: Você estão no caminho para a destruição.
Capitão: O que você diz !!
CATS: Vocês não tem chance de sobreviver faça seu tempo.
CATS: Ha Ha Ha Ha ....
Operador: Capitão!!
Capitão: Tire cada 'ZIG' !!
Capitão: Você sabe o que você fazendo.
Capitão: Mova 'ZIG'.
Capitão: Para grande justiça.
Esta frase ("All your base are belong to us") acabou virando um fenômeno na internet, se tornando uma frase exibida em propagandas, vídeos, fotos e camisetas. Ainda hoje pode ser encontrada em algumas assinaturas de e-mail (especialmente do pessoal das antigas).



E aquí está o vídeo do mítico diálogo:

Terça-feira, 4 de Março de 2008

Microsoft BASIC

No princípio, as linguagens de programação eram algo que somente cientistas e matemáticos tinham capacidade de dominar. Um grupo de desenvolvedores decidiu criar uma linguagem de programação que fosse de fácil domínio por qualquer pessoa, e o resultado foi o BASIC.

Em 1975, dois alunos de Harvard chamados Bill Gates e Paul Allen ouviram falar de um computador chamado Altair 8800, e se deram conta que podiam tornar o computador mais popular com os hobbistas escrevendo um interpretador BASIC para ele. Fizeram o contato com a empresa que fabricava o Altair, o MITS, que aceitou a proposta.

Altair 8800

Como Gates e Allen não tinham acesso a um Altair, fizeram toda a programação em um PDP-10 que usava um emulador de Altair escrito por Allen. Toda programação foi feita em papel perfurado, e o código completo do BASIC original (que tinha 4 kB) pode ser visto na foto abaixo.


Quando Allen voou para Albuquerque para demonstrar o BASIC para a MITS, se deu conta que havia esquecido de fazer o bootstrap, isto é, o programa que carregava o BASIC para a memória do Altair. Ele escreveu o bootstrap em assembly no próprio vôo, em papel perfurado, sem testes, e só pode relaxar quando viu o BASIC sendo carregado com sucesso para o Altair na demonstração para o MITS.

O BASIC, segundo previsto, fez muito sucesso entre os hobbistas, tanto sucesso que muitos distribuiam o BASIC para os amigos, de graça. Isso fez Bill Gates escrever a famosa Carta Aberta aos Hobbistas, onde ele acusava aqueles que copiavam seu software de "ladrões".

O BASIC foi o carro chefe da Microsoft por muitos anos, até o desenvolvimento do MS-DOS. Mesmo assim, o BASIC continuou sendo desenvolvido para uma série de computadores, como o MSX.

Versões mais avançadas do BASIC foram desenvolvidas para o DOS, como o GW-BASIC e o QBasic.

Até hoje, o BASIC é um dos principais produtos da Microsoft, sendo atualmente representado pela última versão do Microsoft Visual Basic .NET.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Atari 2600

Quando se fala de videogames e computadores antigos, é impossível não citar o Atari 2600 (também conhecido por aqui como CCE ou simplesmente Atari). Qualquer pessoa que tenha vivido sua infância ou adolescência nos anos 80 vai lembrar com saudades deste console.

O Atari 2600 foi criado em outubro de 1977, e foi o primeiro videogame em que os jogos eram vendidos separadamente (em "cartuchos") a fazer sucesso. O Atari vinha com dois controles, e geralmente com um jogo. Aqui no Brasil foi lançado em 1983 e era fabricado pela CCE.

Ele possuia (pasmem) apenas 128 bytes de RAM, e os jogos iam de 2 kB a 32 kB (sendo que a grande maioria estava entre os 4kB e 8kB). O fato do Atari ter uma memória RAM tão limitada fazia com que a programação para ele fosse "interessante". Pretendo falar mais sobre isso em um futuro post nesse mesmo blog.

O videogame começou a competir com outros da mesma linha até o lançamento do famoso jogo Space Invaders, que vendeu dois milhões de unidades e acabou com toda concorrência. O Atari reinou soberano por boa parte do início dos anos 80, mesmo competindo com videogames mais poderosos.

Por muitos anos, pareceu para a Atari que não havia fim no número de consoles e jogos que podiam ser vendidos. Quem trabalhou na Atari durante este tempo descreve o ambiente na empresa como maluco, com inúmeros projetos nascendo num dia e morrendo no outro, executivos usando dinheiro da empresa para extravagâncias, e até brigas de soco entre empregados acontecendo dentro das dependências da empresa!

Naqueles dias de ouro, os jogos eram criados por um ou no máximo dois programadores. Um grande número de programadores passou a se ressentir do fato da Atari não dar o devido crédito aos programadores pela criação dos jogos. Alguns reagiram de forma leve, como o programador Warren Robinett, que colocou o seu nome em uma sala escondida no seu jogo Adventure, fazendo com que este fosse o primeiro "ovo de páscoa" contido em um jogo de videogame.

Outros programadores ficaram mais revoltados e, unidos, resolveram deixar a Atari e fundar uma nova empresa, a Activision, que criava jogos para o Atari 2600. A Atari tentou lutar contra a Activision no tribunal, mas sem sucesso. Isto fez com que ainda outras empresas, como a Imagic e a Coleco, surgissem.

O público logo percebeu que os jogos da Activision eram imensamente superiores aos da própria Atari, deixando os jogos da concorrente parecendo produto da geração passada. A Activision emplacou sucessos como Skiing, Freeway (o jogo em que a galinha atravessava a rua), Pitfall!, River Raid, H.E.R.O., Enduro e muitos outros.

Se a concorrência de empresas de alta qualidade, como a Activision, trouxe problemas para a Atari, a concorrência com inúmeras empresas de baixíssima qualidade trouxe dificuldades maiores ainda, já que elas inundaram o mercado com jogos ruins.

O golpe de misericórida, no entanto, veio em 1983 com o jogo E.T. the Extraterrestrial. A tarefa de criar o jogo, baseado no filme, foi dada a um dos melhores programadores da Atari, Howard Scott Warshaw, criador de outros jogos de sucesso. O problema é que Howard tinha que criar o jogo em 6 semanas para as vendas do Natal, enquanto o tempo médio que um programador levava para desenvolver um jogo era de 4 a 6 meses. Não é à toa que E.T. é considerado por muitos o pior jogo de todos os tempos.

A Atari não se deu conta da "bomba" que tinha na mão e investiu tudo no jogo, fabricando 4 milhões de cartuchos. Tantos cartuchos sobraram sem ser vendidos que a Atari teve que enterrar 2,5 milhões de cartuchos em um buraco e cobrir de concreto no Novo México.

Tudo isto levou a Atari à falência em 1984, levando consigo praticamente toda indústria do videogame. Dois anos se passariam até que uma humilde fabricante de cartas chamada Nintendo voltasse a fabricar videogames...

Sábado, 1 de Março de 2008

Osborne 1


O Osborne 1 foi o primeiro "laptop" a fazer sucesso, lançado em 1981 pela Osborne Computer Corporation. Pesava 10,7 kg e custava, no seu lançamento, US$ 1.795,00. Não incluía bateria, embora uma bateria de uma hora de duração pudesse ser adquirida separadamente.

Um dos motivos do grande sucesso do Osborne foi o fato dele ser o primeiro computador a vir já com software instalado: o processador de texto WordStar, a planilha SuperCalc, linguagem de programação BASIC e o sistema operacional CP/M, entre outros, que juntos perfaziam um total de quase US$ 2.000,00 de software - mais do que o próprio preço do computador.

O computador rodava a 4 Mhz e tinha 64 kB, padrão para os computadores da época. O que não era padrão era o pequenino monitor monocromático, de apenas 5 polegadas.

Para ver muitas fotos de alta resolução do Osborne, visite este site.

Como a grande maioria das empresas fabricantes de computadores dos anos 80, a empresa veio a falir - e o motivo de sua falência ficou famoso, e até hoje é estudado em escolas de administração. A empresa anunciou uma nova versão mais potente do computador - o Osborne Executive - mas eventos inesperados atrasaram o lançamento do computador. Como uma nova versão havia sido anunciada, os consumidores pararam de comprar a primeira versão do Osborne. A queda nas vendas acabou levando a empresa à falência.

Por causa deste incidente, hoje este tipo de acontecimento hoje é estudado e conhecido como "efeito Osborne".

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Comercial do Windows 1.0

Steve Ballmer, um dos fundadores da Microsoft, sempre foi famoso por seu estilo "impulsivo". Nada ilustra melhor seu estilo do que este comercial muito engraçado no estilo "revendedor de automóveis", onde ele fala das "vantagens" do Windows 1.0.


Microsoft Word

O Microsoft Word foi o primeiro processador de textos a utilizar WYSIWYG (what you see is what you get, o que você vê é o que você tem). A maioria dos editores da época, como o WordPerfect ou o WordStar, simplesmente utilizavam símbolos ou cores diferenciadas para os diferentes tipos de formatação.

O Microsoft Word fazia uso extensivo do mouse. Isto era tão incomum na época que um mouse era incluído no pacote, juntamente com o Word.

Era assim que o Word se parecia no início, quando rodava apenas em DOS:


Logo, uma versão para Windows (é claro) foi lançada também.


E outra para Macintosh. É claro que a do Macintosh era bem mais bonitinha.


O Word 2002 já tinha o visual bem "padrão Windows".


Hoje, muitos anos já se passaram e muitas versões já mudaram. Mas é claro que mais de 90% dos usuários de Word ainda usam as mesmas funções que já estavam disponíveis na primeira versão. O que pode fazer alguém se perguntar: por que tantas versões?

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Os Piratas do Vale do Silício


Prá quem gosta de história da computação (isto é, os leitores deste blog ;-), fica uma dica: o filme Os Piratas do Vale do Silício.

Esse filme conta a história do surgimento da Microsoft e da Apple, quem copiou de quem, e de como essas empresas "de garagem" se tornaram multimilionárias. Segundo Steve Wozniak, embora possam existir pequenas diferenças aqui e ali a respeito do que aconteceu, as personalidades das pessoas representadas no filme foram retratadas com exatidão.

O filme tem uma história bem legal, e é recomendado até prá quem não sabe nada de informática. A trilha sonora é muito legal. Ele é baseado no livro Fire in the Valley (link da Amazon), que é um dos meus sonhos de consumo :)

O torrent pode ser acessado aqui.

Nintendo (parte 1)


Quem nunca jogou o jogo do Mario, o charmoso encanador italiano bigodudo? O que poucos sabem, no entanto, é que a empresa que está por detrás do mito - a Nintendo - existe desde 1889.

A Nintendo foi fundada por Fusajiro Yamauchi em Kyoto, Japão, como uma empresa que fabricava cartas para um jogo japonês chamado Hanafuda. Assim a empresa se manteve até 1956, quando Hiroshi Yamauchi visitou a maior empresa americana de cartas, a United States Playing Card Company, e descobriu que a empresa usava apenas um pequeno escritório. Ali, se deu conta da limitação do negócio de fabricação de cartas, e resolveu diversificar o negócio.

A empresa criou uma empresa de táxi, uma cadeia de motéis, uma rede de TV, uma fábrica de comida (que vendia "arroz instantâneo"), uma empresa de brinquedos e vários outros negócios. Todos investimentos faliram, exceto a empresa de brinquedos.

Certo dia, em 1970, Hiroshi Yamauchi estava observando o técnico em manutenção da fábrica, Gunpei Yokoi, que brincava com um braço eletrônico que havia criado nas horas vagas para se divertir. Hiroshi pediu a Gunpei que desenvolvesse o braço como um produto para ser vendido, e vendeu 1,2 milhões de unidades naquele ano, tirando a Nintendo da iminente falência.

No mesmo ano, a Nintendo contratou Shigeru Miyamoto, o homem que iria produzir sucessos como Mario e Zelda. O primeiro jogo de grande sucesso de Miyamoto foi Donkey Kong, que foi lançado em versões para arcade, Atari 2600, Intellivision e ColecoVision.

Vários outros sucesso viriam, mas seria a construção de consoles de videogame que faria a Nintendo se tornar a maior empresa de videogames do mundo!

Continua...

Mosaic


A visão que a maioria das pessoas tem da internet é que ela é a web. Poucas pessoas percebem que a web é apenas um dos "serviços" que a internet oferece, e poucas sabem que no princípio da internet não havia a web, mas apenas outros serviços como usenet, ftp, gopher, etc...

Mas um programa veio para mudar tudo isso. Ele se chamava Mosaic.

A web foi inventada por Tim Bernes-Lee em 1989, mas existiam poucos programas capazes de navegar pelos links, e nenhum com a riqueza de multimídia (gráficos, som e afins) que existe hoje.

Em 1993 o Centro Nacional para Aplicações de Supercomputadores (NCSA) criou o Mosaic, o primeiro navegador moderno. Ele era distribuido gratuitamente para uso não-comercial, e a versão Unix ainda incluía o código-fonte.

O Mosaic se tornou tão popular que os estudiosos hoje consideram que foi o navegador que deu origem ao "boom" da internet nos anos 90. Vale considerar que a internet já existia em outras formas desde o fim dos anos 60. Em 1994, Gary Wolfe escreveu para a revista Wired:

Mosaic é o celebrado "navegador" gráfico que permite que os usuários naveguem por um mundo de informações eletrônicas usando uma interface aponte-e-clique. A aparência charmosa do Mosaic encoraja usuários a colocarem seus próprios documentos na Net, inclusive fotos coloridas, sons, vídeos e "links" hipertexto para outros documentos. Ao seguir os links - clique, e o documento aparece - você pode viajar por um mundo online através de caminhos de impulso e intuição. O Mosaic não é o meio mais direto de encontrar informação online. Nem o mais poderoso. É meramente o meio mais prazeiroso, e nos 18 meses desde que foi lançado, o Mosaic trouxe uma onda de excitação e energia comercial imprecedentes na história da Net.

Durante o sucesso do Mosaic, Mark Andreessen e Jim Clark deixaram o NCSA e fundaram a Mosaic Communications Corporation. Esta seria a empresa que viria dar a origem ao Netscape, que viria ainda a dar origem ao tão-amado Firefox, que disputa com o Opera o papel de melhor navegador do mercado.

À medida que outros navegadores mais poderosos como o Netscape e o Internet Explorer foram crescendo e tomando o mercado, o Mosaic foi lentamente morrendo até que o seu desenvolvimento cessou. Mas você ainda pode sentir o gostinho do passado baixando a última versão do Mosaic.

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Apple I


O Apple I foi um dos primeiros computadores pessoais, e talvez foi o que marcou o início do fim dos grandes computadores empresariais e o começo da história dos pequenos computadores pessoais.

Naquele tempo, o mercado dos computadores era apenas para grandes empresas, com fábricas como a IBM construindo mainframes gigantescos e caríssimos. Por outro lado, um bando de hackers estava envolvido na construção circuitos eletrônicos que viriam a dar origem aos computadores pessoais.

Um desses hackers era um jovem chamado Steve Wozniak. Ele criou um circuito, ao qual deu o nome de Apple 1. Naquele tempo, não existia a noção de criar um computador completo. Os chips eram vendidos separadamente, para serem soldados pelo comprador (geralmente, outro hacker), que devia também acrescentar componentes como monitor, teclado e energia.

O Apple I foi um dos primeiros computadores a serem distribuídos com os chips já soldados à placa-mãe, mas o "usuário" devia acrescentar gabinete, monitor, teclado e suprimento de energia (e, opcionalmente, uma fita cassete). O computador incluía uma versão do BASIC escrita por Wozniak.

Foi Steve Jobs, um amigo de Steve Wozinak, quem sugeriu que ele colocasse o Apple I à venda. Ele o fez, e venderam 200 unidades por US$ 666,66 cada. (este preço foi colocado assim porque venderam o Apple I para uma loja local por US$ 500,00, e a loja acrescentou um terço ao valor).

Infelizmente, o Apple I tinha uma falha - não havia nenhuma maneira de guardar a informação digitada no computador. Um programa de 3000 linhas que fosse digitado nele era perdido tão logo o computador fosse desligado. Para corrigir este problema, Wozniak criou uma interface de conexão com um gravador de fitas K7, que permitia que os programas em BASIC fossem gravados e lidos. Essa interface era vendida por US$ 75.

O Apple I foi o primeiro computador pessoal a utilizar um teclado. Outros, como o Altair 8800, se comunicavam com o usuário através de chaves e leds.

O Apple I foi inovativo porque permitia a comunicação direta com um teclado e monitor, ao contrário de outros computadores da época, que necessitavam um hardware externo para fazer este tipo de comunicação. O sucesso do Apple I (bem como suas limitações) levaram Wozniak a trabalhar na criação do que viria a ser o micro que romperia de vez os paradigmas da construção de computadores: o Apple II.

Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Índice Geral

Utilize esta página para navegar entre todos os artigos já escritos para o blog História da Computação:




Hardware:

Software:
  • Animação 3D, onde tudo começou
  • Microsoft Basic, a linguagem que introduziu milhares de pessoas ao mundo da programação
  • MS-DOS, o sistema operacional que mudou a história da computação
  • Microsoft Word, o processador de textos mais usado do mundo
  • Mosaic, um dos primeiros navegadores
  • VisiOn, o primeiro sistema operacional popular de interface gráfica
Jogos:
Empresas:
Pessoas:
Propagandas:
  • Windows 1.0, apresentado por Steve Ballmer em uma propaganda muito engraçada
Outros